Estamos sempre procurando conhecer o mundo a
nossa volta, ou pelo menos queremos entendê-lo, alguns buscam explicações
simples, outros se vêem atraídos por explicações mais complexas, no fim todos
querem conhecer e serem reconhecidos. Acho que estamos em busca de alguma
afirmação que dê um sentido a essa vida insana e repleta de descontinuidades
que vivemos. Quando encontramos uma resposta para nossas questões e que nos
ajude a aceitar as mazelas que podem acontecer em nossas vidas, tudo parece
mais fácil, mais aceitável, estamos preparados para o que der e vier, pois é
como se tudo no fim fizesse parte de um plano, algo maior que nos liga, um
emaranhado de linhas, de tramas que se tocam e fazendo tudo acontecer de forma
interligada e mais ainda: justificada!
Todo esse blá-blá-blá, por mais
lindo e filosófico que possa parecer não nos repara para o pior, mentimos para
nós mesmo todos os dia achando que nossas respostas estão em um livro, uma
meditação, um lugar, estamos sempre nos consolando, fugindo de nós mesmos e de
todos, principalmente aqueles que podem nos machucar. Mas e quando a ferida
aparece de um modo que não é causada por ninguém e que provavelmente jamais vai
cicatrizar? E se a dor causada, a derrota em nossa vida está para além dos
nossos dedos, ultrapassando a barreira do compreensível, do acessível, do palpável?
A morte quando vêm é repentina fria e traiçoeira, é como uma mão gélida
apertando nossos corações, um anjo da morte está sempre a nos rodear, ele nos
cerca, esperando o momento certo para levar nossa vida, mas sem duvida a única
dor sentida é a da perca de alguém que amamos. Porque, creio eu ser o momento
em que de fato mergulhamos no mundo das incertezas: “para onde ela foi?” “por que tão cedo?” “por que deste modo?” “isso
não deveria ter acontecido comigo?”
Ontem, eu reencontrei uma amiga, não
nos víamos há alguns meses, eu sabia que muita coisa desagradável havia
acontecido com ela, pessoas importantes na sua vida haviam partido e jamais
irão voltar. tentei me desculpar por algo meio que imperdoável para um amigo: o
fato de não estar presente nesses momentos para apoiá-la e por não ter me
pronunciado esse tempo todo. Só queria que ela soubesse que embora ela
precisasse de alguém ao seu lado, eu não era capaz de confortá-la, eu não
saberia o que dizer, até hoje não sei, não sei como lidar com esse tipo de
perca. Mas com o inicio dessa conversa tudo o que havia passado veio à tona em
sua mente e o que ocorreu em seguida foi um pranto tão triste que só de olhar
lhe fazia ficar desarmado também. Então era isso que a morte causava e causa
nas pessoas? Esse sentimento de impotência, de fragilidade? A sensação de que o
seu mundo desmoronou e apenas você está lá em pé, no meio dos escombros
procurando algo para salvar quando tudo está destruído. A morte nos leva tudo,
não nos deixa nada além da dor e do vazio, posso apenas imaginar essa sensação,
mas não tenho idéia do que nem sequer metade dela.
Espero que as pessoas leiam estas
linhas com a certeza de que não estamos preparados para tudo, e que os nossos
consolos, sejam físicos ou espirituais, são fugas que podem até nos ajudar, mas
não vão aplacar a dor, porque eis o que o senhor do impossível não pode fazer,
mostrando quão frágil ele também o é: ele jamais traz a pessoa amada do abismo
do incerto que é morte, nem é capaz de nos fazer voltar de lá sem que nós
queiramos.
Porra, ta meio inspirado esses dias né?
ResponderExcluirTexto por mais simples que esteja traz consigo uma boa ideia do que podemos chamar de impotência, do fora do nosso alcance.
Mas acho que esse vazio, sentimento depende de cada um, a morte é "a morte " pra todos, mas talvez ela nem sempre provoque o vazio, mas sim um renascimento.
Ps.: Aumenta a fonte dessa birosca, ta foda assim.
Flw mr.odd
Leandro
kkkkkkkkk
Excluirconcordo com tudo o q o senhor disse rapz. vou aumentar a fonte na proxima...kk