quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O meu nome é Ninguem


Acordamos todos os dias e nos deparamos com um mundo de possibilidades. Acumulamos conhecimento, experiências que nos transformam e no fim, nos tornamos algo diferente, nem melhor ou pior, apenas algo diferente do éramos a um segundo atrás.

Mas também vivemos em mundo, ou melhor, em uma sociedade que cria modelos a serem seguidos. Uma sociedade que vive de denominações, onde o título também é nossa marca. Não possuímos um nome, possuímos um título, que também é lugar, o título nos diz onde podemos ir, onde "devemos" ir e o que podemos falar e com quem falar. Nossas palavras ganham agora, status, a depender de quem sou e que posição ocupo na sociedade, meu discurso tem mais ou menos peso, ou relevância. Sou um jovem rapaz, com apenas vinte e quatro anos, minhas palavras têm o peso de um recém-nascido, tudo o que digo soa imprudente ou como produto de minhas emoções que estão sempre aflorando, sou inconsequência, sou o não-pensar, sou a inconstância da juventude, a metamorfose ambulante que não para a não ser que o vento pare de soprar, mas que como a calmaria antes da tempestade, logo retorna a espiral louca e infinita que reúne o turbilhão de pensamentos e emoções que é característico dos jovens.

Isto foi apenas uma forma mais branda de retratar o que se pode pensar das opiniões de um jovem como eu. Meus pensamentos caem em descrédito, pois ainda não cheguei aos trinta, mas também porque não tenho títulos relevantes. Mas o que seria um título relevante? Seria a posição que ocupo em nossa sociedade que me dá ou não o direito de ter voz e opinião ativa em diversas situações.

Penso na rede social de maior sucesso no momento no país, o Facebook. Nesta rede, podemos "curtir" ou não, os posts e comentários dos demais usuários, este gesto é também uma forma de falar que as postagens do individuo são mais ou menos relevantes/interessantes. O grande problema desta questão é que existem inúmeras coisas interessantes na internet, fica difícil selecionar o que seria mais. Só que coincidentemente o que certas pessoas postam é sempre legal e recebe várias "curtidas". Vocês devem estar pensado: "esse cara é super impopular e ta chorando aqui neste blog". Talvez eu seja sim, não sou popular, nem nunca fui de fato, apesar de me considerar uma pessoa bem sociável, nunca fui o centro das atenções em lugar nenhum, embora todos tenhamos nossos momentos.

O que me incomoda é o fato de que algumas pessoas que ocupam posições aparentemente importantes em seus respectivos ambientes cotidianos são idolatradas como portadores da Verdade! São intelectuais, são engraçados, suas piadas são muito inteligentes e tudo o que ele faz e diz é sofisticado. Isso é uma grande mentira! E tudo bem que seja, mentimos o tempo todo mesmo, seja para as pessoas a nossa volta ou para nós mesmos, mas a credibilidade que os demais seres pensantes dão ao um determinado individuo devido a sua posição é ridícula! Durante os anos em que cursei História, aprendi (e espero que meus colegas de curso também) a questionar, tudo e todos, mas aos poucos uma exceção à regra nos foi passada: não se pode questionar um professor. Por que não? Por que leu mais que você? Mais velho? Porque ele possui um título e você não. Ele ocupa uma posição hierárquica que você não alcançará nem tão cedo e sabendo qual o seu lugar, baixe as orelhas e vá tomar no orifício anal!

Não curto quem curte alguém porque aparentemente ele é "sabido". Como uma vez li no face: "Têm gênios com educação básica e imbecis com doutorado".

     

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Hoje tem Marmelada!

Estamos dentro da Nova Era! O fim das ilusões? Não sabemos ao certo. Mas lhes digo que nada é como antes, nunca foi, nem nunca será. No ano de 2013, acredito que muitos perceberão que algo está terrivelmente errado!

No nosso país, no próximo ano, ocorrerá uma copa mundial de futebol, todos estão unidos em "um só coração", torcendo pelos heróis do nosso país: um punhado de semianalfabetos com cabelos diversificados e com um certo talento para correr atrás de uma bola e lança-la contra uma trave. Para que possamos nos adequar aos padrões sociais e estruturais da FIFA, inúmeras reformas estão sendo feitas nos estádios que irão receber os jogos da copa, bilhões estão sendo gastos, estruturas imensas estão sendo destruídas para dar lugar a novas, mais majestosas e confortáveis, isso tudo para que os nossos amados turistas não se sintam tão distantes de suas casas, onde os estádios são confortáveis, bonitos arquitetonicamente falando e aparentemente seguros, ou seja, estamos abrindo as pernas deste país a invasão estrangeira mais uma vez! Mas desta vez não culpo os de fora, mas sim os cretinos que lideram este país e os FDP que vão lotar os estádios para assistir a maior cuspida na cara que os brasileiros já levaram!

Então vem a maior piada da noite: tudo o que eu falei acima me torna um completo idiota aos olhos do senso comum de nossa amada e alienada sociedade! Sou um imbecil por cuspir em nossa bandeira, por ofender a nossa seleção, por criticar a construção de verdadeiros palácios do esporte. Sou idiota. E digo com um certo orgulho, que com um prazer imenso me agarro esta alcunha perante os olhos de um Brasil deturpado e vazio! Estou de saco cheio dessa palhaçada de futebol, não aguento ver um jogo, tudo o que sinto é nojo das pessoas que sentam num bar para torcer por um bando de felizardos, pois é o que são, afinal o garoto prodígio do futebol brasileiro atual, não seria nada além de um mané com cabelo esquisito se não soubesse jogar bola. 

Não tenho nada contra ao esporte em si, mas a sua comercialização exacerbada. A idolatria e cores de circo ao futebol só nos diz uma coisa: está faltando o pão.