quinta-feira, 23 de agosto de 2012

De volta aos trabalhos!!!

    Faz um bom tempo que não posto nada. A verdade, é que estava meio sem vontade, embora tenha visto muitas coisas dignas de comentários. Então cada post será sobre algo que vi e que não pude comentar nos últimos tempos. 

   Gostaria de falar sobre uma situação que presenciei ontem. Ao voltar de viagem ontem, tive que pegar um coletivo para minha casa, era fim de tarde, geralmente esses transportes ficam lotados, mas felizmente este não estava. Choveu um pouco ontem à noite, nesse instante já era noite, peguei o ônibus às 18:10, cheguei em casa às 19: 20 (isso mesmo mais de uma hora de viagem). Em um determinado momento um homem pediu para que o ônibus parasse, era um cidadão que pedia para subir, completamente molhado pela chuva, havia tirado a camisa que estava ensopada de água. Bem, ao subir no transporte fora surpreendido com o pedido do motorista para que pusesse a camisa molhada novamente, que não poderia permanecer ali sem camisa. Isso causara uma indignação sem comum no cidadão, que se recusou a por a camisa sobre o argumento de que poderia adoecer se permanecesse com a peça de roupa molhada. Enquanto isso o transporte permaneceu parado, até que o homem em questão desceu do ônibus dizendo que não colocaria a roupa novamente. Em seguida o motorista deu prosseguimento na viagem do ônibus.
   Pergunto-me até quando o nu vai incomodar as pessoas de nossa sociedade? O homem do ônibus não estava nu, pelo menos não completamente, estava apenas sem camisa. Nossa sociedade instituiu uma lei onde não se pode andar nu, seria atentado ao pudor, ações obscenas também são proibidas, mas uma coisa me vem a mente e esse pensamento foi despertado por um comentário do homem sem camisa que fora proibido de voltar para casa no transporte público, em um dado momento ele fiz este comentário: "já que é para eu por a camisa porque estou com pouca roupa, deveriam falar isso para as meninas de chortinho, saias minúsculas e pessoas de sunga que andam de ônibus!" O quanto estamos sendo obscenos? Um homem sem camisa está trajado inadequadamente, mas uma garota com uma roupa curta está liberada? Não estou dizendo que deveríamos nos vestir como padres ou freiras, mas queria entender esses limites.
Na minha sincera opinião, o bom-senso deveria imperar, mas é obvio que as pessoas vão sentir-se ultrajadas com um comportamento como o do cara do ônibus, ainda fizeram piada tipo, "não estamos indo para a praia". e se estivéssemos? Os homens poderiam trajar sunga e as mulheres biquíni?? Isso é ridículo! 
   Deste modo, o que podemos perceber é que a nudez alheia nos incomoda de um modo geral, mas é uma reação tão cheia de contradições... Estamos sempre buscando uma forma de privar o mundo do corpo, e ao mesmo tempo queremos ter contato com ele, o expomos, seja através de uma paquera que no fim visa uma futura copula, ou através de roupas um pouco mais reveladoras, esse corpo que estamos a todo tempo querendo esconder toma para si a figura de fruto proibido, que justamente por sua proibição acaba por tornar-se ainda mais atraente. E podem vir me falar que preferem um pouco de mistério, ou que não querem ser vistas como garotas fúteis (no caso das garotas), que eu lhes respondo: É TUDO MENTIRA!!!
   Escondem seus corpos por medo da reação de uma sociedade conservadora, preconceituosa e hipócrita, não por princípios e se eles existem também é um fingimento, pois não creio que as pessoas queiram fazer sexo vestidos, sem contar o caso de viverem em uma região particularmente quente (no caso do nordeste). Até eu andaria nu se pudesse! Mas não podemos, pois existem códigos invisíveis que nos reprimem o tempo todo e se não nos adequamos a eles, somos excluídos, punidos e por fim somos tratados como peças defeituosas de um maquinário complexo e que precisa ser substituída ou no mínimo observada com atenção. 

   Bem, até a próxima, podem ter certeza que haverão muitas!         
  

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Dança que engravida(?)

 
Mais uma vez ressalto que sou um rapaz jovem( não que isso vá significar alguma coisa, tendo em vista que tem idosos mais dispostos que eu), o que eu quero dizer é que existem algumas coisas que ainda não fiz e que pretendo demorar muito a fazer. Uma dessas coisas é ter filhos. Não sei ao certo se pretendo ter um, mas até isso acontecer, o que inclui ter plena certeza da parceira adequada (o que meio que está resolvido momentaneamente), gostaria de poder aproveitar minha vida e crescer um pouco mais para poder dizer que de fato sou adulto e maduro o suficiente para dar conta de lidar com uma outra vida.

   Mas o que eu quero realmente falar é a respeito de um fenômeno muito comum nos dias atuais e que estamos deixando de lado devido ao fato de que ou está se banalizando ou por desleixo e egoísmo nosso por estarmos sempre pensando em nós mesmos e só olhar mos para o lado para percebermos a desgraça alheia, mesmo as das crianças. estou me referindo a erotização das musicas dos dias atuais e em como os pais lidam com o interesse dos jovens nesses tipos de música e em suas coreografias. 
    O sexo é sem dúvida algo presente em nossa cultura e cotidiano, estamos a séculos tentando escondê-lo, varrê-lo para debaixo do tapete, ocultar uma prática comum e necessária para todas as espécies do mundo, mas que para os seres humanos acabou por adquirir uma conotação e um significado ainda mais peculiar, tendo em vista que o ato sexual, para os humanos, para além da questão da reprodução, da perpetuação da espécie, também possui a função de nos proporcionar prazer, satisfação em estar com um parceiro, dentre outras razões das mais diversas. O sexo é sem duvida algo fundamental nos relacionamentos, por mais que se tente negar, no caso dos mais puritanos, cedo ou tarde se fará sexo em um relacionamento a dois( ou mais). Há também as outras modalidades de sexo que são diferentes da tradicional, onde há penetração, afinal ao meu ver a própria preliminar por si só, é um ato sexual, mas que pode ou não se completar. Não vou mais me demorar em descrever algo que todos já conhecem e têm seu próprio entendimento a cerca disto, quero apenas enfatizar que o sexo é algo comum a todos, cedo ou tarde se fará sexo(salvo raras exceções), porém, acredito que tudo deve ocorrer a seu tempo, que nossas vidas são divididas em várias etapas que são importantes para o nosso amadurecimento, seja físico ou mental, logo, tudo deve acontecer no momento adequado. Mas quando é esse momento? Eu não sei! A idade, esse método de medir a maturidade das pessoas através dos anos que ele vive, é um dos procedimentos mais comuns para se saber se é o momento para se fazer certas coisas. dentre esses momentos está o do ato sexual, não creio que o ato em si deve ser feito por um individuo com uma idade muito baixa, até pela questão física de seus corpos não estarem preparados para tal ato, ou pelo aspecto psicológico, a maturidade de se entender a complexidade das conseqüências de se iniciar uma vida sexual quando se deveria estar preocupado com outras coisas, como brincar, conhecer pessoas, aprender sobre outras coisas. 

    Mas temos essas músicas extremamente erótizadas, mais ainda, sexualizadas. E elas estão presentes em nosso cotidiano, cada uma com sua coreografia mais que sugestiva e o que me deixa contrariado é em como alguns adultos acham lindo suas filhas e filhos dançando ao som de uma música que o faz sumular freqüentemente o ato sexual. Não sou santo, não sou contra o sexo, amo o sexo(!!!), mas sou contra crianças dançando o sexo, estimulando uma sexualidade que deveria desenvolver-se mais lentamente. E eles crescem e começam a freqüentar as festas onde se tocam essas músicas, a conquista e o relacionamento é algo presente nesses locais, a naturalização da copula nas canções os faz pensar que todo relacionamento deve terminar em sexo, mas meio que na mesma hora, você conhece uma garota ou rapaz e apos algumas horas estão transando. Quando disse que esses jovens crescem, não estou falando de idade, conheço crianças de 12 ou 13 anos que são maiores que eu(na altura, infelizmente), tem seus corpos desenvolvidos, mas suas mentes ainda em formação, suas opiniões, seus posicionamentos a cerca dos inúmeros aspectos sociais e culturais que os cercam, ou seja, imaturos. E enquanto eles rebolam suas bundas ao som de letras que não quero digitar (pelo fato de achar desnecessário, já que provavelmente você deve estar ouvindo agora ou ouviu em algum momento do seu dia), alguns pais idiotas ficam maravilhados com o talento que suas filhas tem para serem levianas e seus filhos tem para serem cafajestes! mais volto a dizer que não sou contra o sexo, mas odeio a idéia de ter um filho ou filha minha envolvido em uma série de relações que podem gerar um gravidez indesejada, e se sou relutante em ter meus próprios filhos quem dirá os filhos dos meus!

    Bem, fica registrado!  

terça-feira, 10 de abril de 2012

Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim...?

 
Alguns podem estar se perguntando: falar da páscoa hoje??? Sim. A minha páscoa acabou ontem, e achava que perder o único feriado que amo na vida (o carnaval) era mais que o bastante para acabar com parte dos meus sonhos, porém com a chegada da páscoa tudo só tende a piorar. Digamos que eu sou um cara que não gosta muito de feriados, primeiro por sua significância quase que nula para as pessoas, um feriado inicialmente judeu que se reinvente no cristianismo e que no fim não significa muita coisa para ninguém, a não ser, é claro, dias sem trabalhar e oportunidade para beber litros e litros de vinho e comer peixe! Outro aspecto que me incomoda nesta data é justamente o bum dos ovos de chocolate, passamos o ano comendo chocolate (quase todos), mas é nesta data em que é importante ganhar um, o significado dos ovos da páscoa ainda são um mistério para minha pessoa e estou deveras preguiçoso para ir atrás disso na net, mas muito me contraria a idéia de ter que premiar a pessoa amada, na verdade, "as" pessoas, com ovos de chocolate, e que caso não o faça, poderia então despertar uma série de comentários e brigas em determinados relacionamentos. Logo, meus sentimentos são medidos pelo maldito chocolate, resumindo tudo a um gasto. Sei que haverão pessoas que vão dizer: "eu não sou assim", mas pode ter certeza que quando se vê a mídia nos bombardeando com comerciais de ovos da páscoa, quando suas amigas e amigos começam a ganhar seus chocolates, um mais caprichado que o outro, com certeza rola uma pitada de inveja, uma vontadezinha de comer chocolate (mesmo sendo diabético, o que não é o meu caso!).
   A verdade inabalável desse post é perceber que eu odeio a páscoa!, Como fui criado em uma família que é tradicionalmente cristã/católica, não ha carne na minha casa nesta época, fiquei numa abstinência de carne por dias, pois eu adoro carne vermelha e detesto quase todos os tipos de peixe, foi difícil, mas eu sobrevivi. Ah, sem contar as missas, procissões e tudo o que acontece neste feriado, mas aí, a ignorância é de cada um. 
   Para completar, eu devo dizer que não pude relaxar na páscoa, estava trabalhando, pois a época em que posso descolar um extra é quando todos estão querendo diversão, calma, não sou nenhum palhaço ou cara que se fantasia de coelho da páscoa, mas no fim, esses feriados não significam muita alegria para mim, mas trabalho e se der tudo certo, um pouco de dinheiro (pouco até demais).
Bem que ele podia trazer mesmo!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A proibição dos mentolados?!


  Olá a todos!
   Estava conversando com um amigo um dia desses e de repente ele me veio com uma notícia bombástica: vão proibir os cigarros com sabores!!!
   Primeiramente eu queria dizer que, não sou um fumante, mas que não tenho nada contra os que fumam, nem contra os que usam qualquer tipo de  droga, seja ela licita ou ilícita. A verdade é que as pessoas, na grande maioria vem com um discurso moralista em prol da sobriedade quando na verdade mal sabem do que estão falando, mesmo quando se vem com todo um arcabouço médico para embasar suas teorias em torno dos malefícios do uso das drogas, elas esquecem de um principio e basicamente de uma pergunta que de certo modo define nossas ações durante nossas vidas: o que é bom?
   Pela ilustração do ultimo post podemos perceber que não sou lá muito atlético não é (sou eu no desenho, ou pretendia ser^^)? Fiz o meu IMC (índice de massa corpórea) e constatei que estou em estagio de obesidade 1. Oh, meu deus!!! Vou morrer??!!! Não. Estou gordo, por razões obvias estou gordo. A alguns dias iniciei um processo de reeducação alimentar, perdi alguns quilos, além de começar a caminhar um pouco. As razões são várias, mas creio que tudo começou quando percebi que tinha uma porção de roupas que não serviam mais em mim e que se eu perdesse alguns quilos voltaria a usá-las. Neste processo, estava eu conversando com um amigo e ele havia me dito que deveria fazer todos na minha casa aderirem a minha prática de perca de peso, disse que isso não aconteceria porque creio que a iniciativa deve vir da pessoa em si. Felizmente não moro com animais irracionais para precisar explicar através de gestos e desenhos como se faz para ter uma vida saudável. E então chegamos ao ponto que eu queria: Por que eu sou gordo? Resposta: porque eu quero, porque é bom. Mas então por que seria bom ser gordo, morrer de cansaço ao correr e tudo mais? Porque comer é bom! É maravilhoso se empanturrar de coisas gostosas! E eu sei que me faz mal, mas abdico de qualquer segurança para sentir momentos de prazer satisfazendo a minha gula. a conseqüência destes atos impensados é obesidade 1, uma deliciosa obesidade 1.
   Quando as pessoas aventuram-se em meio ao perigo de ingerir comidas super calóricas, ou fumam um cigarro, estão buscando satisfazer um desejo pelo "bom", pelo gostoso ou prazeroso, a preocupação com o seguro desaparece, mesmo que por uma fração de segundos, o suficiente para acender um. 
   Quando a Anvisa tenta proibir a fabricação desta modalidade de cigarro(o prazo é de 18 meses para a retirada do produto das prateleiras), ela afirma também que esses cigarros pelo sabor um tanto quanto agradável e mais suaves ao paladar, podem introduzir os jovens mais facilmente ao vício. Mas não é uma droga lícita? Ela não comercializável? Não entendo esse esforço para diminuir o seu consumo ao mesmo tempo em que ela continua a ser produzida. Mas se a desculpa é a facilidade destes jovens entrarem no vício de alguma droga, creio ser meio falho. Boa parte dos consumidores de drogas mais pesadas e que não têm uma boa renda fumam marcas baratas que não tem sabor gostosinho, não me lembro de haver um baseado mentolado no mercado, "maconha sabor menta ou canela", também não me recordo de nenhuma cocaína com "aroma de eucalipto"! Usa-se porque se quer, a curiosidade é um determinante, mas o "sabor" não. Vejo isso como mais uma destas medidas que visam limpar a sujeira que outros fizeram, um paliativo inútil que não levará os jovens a lugar nenhum. "Ótimo, não tem mais mentolados, fumo assim mesmo"! Muito me surpreende a ingenuidade destas organizações, e sua hipocrisia também, tendo em vista que a fabricação destes cigarros com sabores continuará, mas apenas para exportação. Incrível, o resto do mundo que se exploda, contanto que me dêem dinheiro! 
   Começo a pensar agora no novo tipo de trafico que vai surgir: o de cigarros com sabores (risos), afinal a proibição é o que atiça os jovens a serem imprudentes, fumam porque não deveriam, infelizmente acabam se viciando em meio a este processo de rebeldia, então nada mais desafiador que fumar algo proibido e mais leve que outras drogas! Cada uma que me aparece...! 

sábado, 17 de março de 2012

Foi D... que me deu


   Pergunto-me até quando as pessoas vão continuar acreditando que são incapazes de conseguir o que desejam por seu próprio esforço? Se ela ainda vão continuar pensando que os fatores externos são o determinante para se alcançar suas metas? 
   Eu tive uma criação extremamente conservadora, fui educado por uma família cristã/católica e como tal, estava sempre nas missas dos domingos. Aprendi que devemos amar ao próximo como a nós mesmos, mas aprendi que se não estiver do meu lado está contra minha pessoa, ou seja, se não está na minha igreja, é um inimigo dela. Claro que esses não são os ensinamentos do novo testamento (não vamos falar do polêmico "Old"), mas são os ensinamentos da parte mais Hard da minha família, o que inclui o meu pai e toda a sua família. A intolerância com relação a outras religiões e vertentes do próprio cristianismo é uma constante em meio aos meus familiares, não tenho que concordar com isso e de fato não concordo, há algum tempo tenho uma opinião bem diferente da deles, isso é bom para minha pessoa, pois é libertador, mas têm conseqüências não muito positivas na hierarquia da família, deste modo, estou à margem dos meus parentes e sou inferior por isso, por não concordar com suas idéias e ao mesmo tempo ter que conviver com elas constantemente. A principio isso me incomodava, hoje não mais. 
   Mas o que eu quis dizer com todo esse papo particular é que eu entendo bem como agem as pessoas que não confiam em si mesmas. É incrível atribuir tudo de bom a uma entidade que talvez não exista (essa não é a minha opinião), esquecendo do incrível potencial humano que todos nós possuímos. Cara, somos incríveis, me refiro à raça humana, somos dotados de um potencial inimaginável, mas quase que constantemente estamos desperdiçando nossas energias em algo improdutivo ou sem sentido para nós mesmos, fugimos de quem nós somos e de quem podemos ser, atribuímos nossas vitórias ao vácuo e nossas derrotas ao próximo, sim, estamos sempre culpando alguém, provavelmente me culparão por falar isso! Mas eu não tenho culpa em meu ser, nem vocês deveriam ter, porque essa terra geóide é um mundo de possibilidades, ele é cruel muitas vezes, mas pode ser maravilhoso se souberem observar. Geralmente sou muito pessimista, mas não ao ponto de não reconhecer minha capacidade, mesmo que eu não a utilize, pois tenho que admitir que sou preguiçoso, imaturo e muitas vezes prepotente, se contar uma infinidade de defeitos que daria uma lista gigantesca, mas eu sei o que eu sou capaz de fazer e sei o que eu fiz e não me lembro de ter conseguido algo de graça, sempre ha um preço, auto ou baixo, estamos sempre pagando por nossas conquistas e por nossas derrotas também, sempre haverá esse preço.
   Mas ainda fico muito intrigado com os agradecimentos ao silêncio, os adesivos em carros que dizem: "foi Deus que me deu", até parece que não teve que trabalhar por aquilo e que a custo de muito esforço conseguiu algo que queria. Trabalhamos por isso, não saímos de casa para ajudar nossos patrões, estamos sempre a ajudar a nós mesmos, trabalhamos para sobreviver num mundo onde o dinheiro é fundamental, o sentimento, o carinho, amizade e amor são secundários na nossa sociedade, as empresas pouco estão ligando se você está com depressão e não esta trabalhando bem por causa disso, você é um número, que representa e influencia outros números, e se ha algo que esteja atrapalhando a produtividade da empresa e esses números passam a não bater, logo se chega à conclusão de que algo está errado e nunca é o chefe, mas sim o funcionário. As pessoas que não têm emprego estão ansiosas por ver alguém sair, alguém cair, são como lobos famintos, sedentos por sangue e isto não é algo incomum, só não estamos preparados para aceitar uma parte de nossa natureza que vai de encontro com o "amai uns aos outros". 
   As soluções não caem do céu. E citando um trecho do filme "Falcão - o campeão dos campeões": "O mundo não para de girar! Se você quer alguma coisas tem que pegar!"
   Não temos que nos destruir tentando ser nós mesmos, mas sinto falta de ver as pessoas reconhecendo suas vitórias como fruto de seus esforços, acho que só assim também vamos ter coragem para reconhecer que a razão de nossas derrotas também giram em tornos de nós mesmos.

Quando eu vejo nos carros aqueles adesivos "Foi Deus que me deu", sempre imagino essa cena. ^^
 





























quinta-feira, 8 de março de 2012

MORTE

 
   Estamos sempre procurando conhecer o mundo a nossa volta, ou pelo menos queremos entendê-lo, alguns buscam explicações simples, outros se vêem atraídos por explicações mais complexas, no fim todos querem conhecer e serem reconhecidos. Acho que estamos em busca de alguma afirmação que dê um sentido a essa vida insana e repleta de descontinuidades que vivemos. Quando encontramos uma resposta para nossas questões e que nos ajude a aceitar as mazelas que podem acontecer em nossas vidas, tudo parece mais fácil, mais aceitável, estamos preparados para o que der e vier, pois é como se tudo no fim fizesse parte de um plano, algo maior que nos liga, um emaranhado de linhas, de tramas que se tocam e fazendo tudo acontecer de forma interligada e mais ainda: justificada! 
   Todo esse blá-blá-blá, por mais lindo e filosófico que possa parecer não nos repara para o pior, mentimos para nós mesmo todos os dia achando que nossas respostas estão em um livro, uma meditação, um lugar, estamos sempre nos consolando, fugindo de nós mesmos e de todos, principalmente aqueles que podem nos machucar. Mas e quando a ferida aparece de um modo que não é causada por ninguém e que provavelmente jamais vai cicatrizar? E se a dor causada, a derrota em nossa vida está para além dos nossos dedos, ultrapassando a barreira do compreensível, do acessível, do palpável? A morte quando vêm é repentina fria e traiçoeira, é como uma mão gélida apertando nossos corações, um anjo da morte está sempre a nos rodear, ele nos cerca, esperando o momento certo para levar nossa vida, mas sem duvida a única dor sentida é a da perca de alguém que amamos. Porque, creio eu ser o momento em que de fato mergulhamos no mundo das incertezas: “para onde ela foi?” “por que tão cedo?” “por que deste modo?” “isso não deveria ter acontecido comigo?”
   Ontem, eu reencontrei uma amiga, não nos víamos há alguns meses, eu sabia que muita coisa desagradável havia acontecido com ela, pessoas importantes na sua vida haviam partido e jamais irão voltar. tentei me desculpar por algo meio que imperdoável para um amigo: o fato de não estar presente nesses momentos para apoiá-la e por não ter me pronunciado esse tempo todo. Só queria que ela soubesse que embora ela precisasse de alguém ao seu lado, eu não era capaz de confortá-la, eu não saberia o que dizer, até hoje não sei, não sei como lidar com esse tipo de perca. Mas com o inicio dessa conversa tudo o que havia passado veio à tona em sua mente e o que ocorreu em seguida foi um pranto tão triste que só de olhar lhe fazia ficar desarmado também. Então era isso que a morte causava e causa nas pessoas? Esse sentimento de impotência, de fragilidade? A sensação de que o seu mundo desmoronou e apenas você está lá em pé, no meio dos escombros procurando algo para salvar quando tudo está destruído. A morte nos leva tudo, não nos deixa nada além da dor e do vazio, posso apenas imaginar essa sensação, mas não tenho idéia do que nem sequer metade dela. 
   Espero que as pessoas leiam estas linhas com a certeza de que não estamos preparados para tudo, e que os nossos consolos, sejam físicos ou espirituais, são fugas que podem até nos ajudar, mas não vão aplacar a dor, porque eis o que o senhor do impossível não pode fazer, mostrando quão frágil ele também o é: ele jamais traz a pessoa amada do abismo do incerto que é morte, nem é capaz de nos fazer voltar de lá sem que nós queiramos.


terça-feira, 6 de março de 2012

MEDO


   Medo.
   Devo dizer que, na minha opinião, eis um dos maiores motivadores da raça humana. O medo é aquilo que sem duvida está constatemente nos influenciando em nossas escolhas: o medo de perder o emprego, de perder o ônibus, de perder a namorada, de desapontar pessoas, o medo das pessoas, de si mesmo, de Deus.
   Estamos constantemente correndo de algo, ou de alguém, estamos numa constante fuga seja do mundo ou de nós mesmos, de certo modo estamos nesse contexto geral. O que eu quero dizer é que nossas escolhas estão enraizadas no medo de que algo ruim aconteça conosco, tememos as conseqüências de nossos atos, não estamos preparados para aceitá-las na maioria dos casos. Então, tendo dito isto, volto a reforçar o que acredito ser a força motriz da humanidade: o egoísmo. Pensando apenas em si mesmo o ser humano tende a querer o melhor para si, deste modo o medo contido em suas ações é uma forma de auto-preservação, uma espécie de mecanismo, onde a sua principal função é desejar sempre a segurança do individuo em questão. O nosso egoísmo é também o causador desse medo, nosso desejo descomunal de querer o melhor para si nos faz duvidar de nossa capacidade de alcançar esse objetivo, é o medo de se machucar, um instinto primordial, selvagem, mas também racional, seria então um ponto fraco em nossa racionalidade??
   É engraçado perceber que enquanto escrevo algumas questões surgem meio que indefinidamente. Mas voltando ao assunto principal, percebemos então que o medo pode então ter como seu maior motivador a racionalidade humana, o fato de pensarmos e raciocinarmos acerca das inúmeras possibilidades de acontecimentos ou conseqüências em torno de nossas escolhas nos faz chegar à possível chance de falharmos, o que dificilmente aconteceria se agíssemos por instinto, nos lançando sem temor sobre nosso destino, como os animais o fazem quando se lançam sobre suas presas tendo a certeza que triunfarão, mudando de idéia apenas quando as condições são evidentemente desvantajosas. Mas não somos animais, ou pelo menos não animais irracionais, temos a capacidade de pesar as possibilidades e escolher a mais vantajosa para nós. 
   Agora gostaria de falar de um tipo de medo que é extremamente presente em nossa sociedade: o medo do desconhecido. Temer aquilo que não conhecemos é esquisito, engraçado notar que a proporção desse medo não diminui com o tempo, ela aumenta em proporção, mas sem duvida um dos maiores medos que pode se enquadrar nessa categoria seria o medo da morte, só que neste caso estamos diante de algo inadiável. Sendo assim corremos contra o tempo para dar um significado relevante a nossas vidas o que muitas vezes acaba esbarrando nas religiões, aquilo que tem a resposta para o que está por vir é, na maioria dos casos uma fuga para os desesperados que buscam um refugio neste mundo de incertezas, corremos em direção aos braços de um pais controverso (no caso do cristianismo) que vai nos pegar pela mão e nos levar ao paraíso, isto, é claro, se fizermos o que ele manda, pois caso contrario estamos fadados ao sofrimento eterno no reino da dor e do martírio que é o inferno. Somos recompensados se o seguirmos e punidos se discordarmos dele, o que logo chaga ao ponto crucial do texto: o medo! O medo de ir para um lugar ruim, nosso instinto de auto-preservação nos guia até os confins do pós-vida, nossos medos ultrapassam a barreira do físico adentrando no mundo etéreo da morte, onde nada conhecemos e por tanto, tememos. Boa parte das religiões vai lidar com o desconhecido, com o que está por vir, elas nos dão o consolo de saber que provavelmente não acaba aqui a nossa jornada, que ela vai muito mais além desta vida miserável e em muitos momentos cruel, que provavelmente, por mais que sejamos felizes neste mundo (o dos vivos) quando morrermos e se cumprimos com o regulamento das respectivas crenças podemos almejar um mundo de felicidades infinitas ou de um novo inicio, onde podemos aprender mais sobre nós mesmos e buscar mais uma vez a felicidade. Mas não há esperança nisso se é o que aparenta, vejo todo esse processo como uma extensão da fuga constante dos nossos medos. 
   E por fim fica a pergunta: o que é coragem?? O que nos faz ser alguém corajoso, é não ter medo ou a capacidade de enfrentá-los? Seria uma ação irracional? Ou pura tolice? Todos têm medo, mas poucos têm coragem.