segunda-feira, 7 de maio de 2012

Dança que engravida(?)

 
Mais uma vez ressalto que sou um rapaz jovem( não que isso vá significar alguma coisa, tendo em vista que tem idosos mais dispostos que eu), o que eu quero dizer é que existem algumas coisas que ainda não fiz e que pretendo demorar muito a fazer. Uma dessas coisas é ter filhos. Não sei ao certo se pretendo ter um, mas até isso acontecer, o que inclui ter plena certeza da parceira adequada (o que meio que está resolvido momentaneamente), gostaria de poder aproveitar minha vida e crescer um pouco mais para poder dizer que de fato sou adulto e maduro o suficiente para dar conta de lidar com uma outra vida.

   Mas o que eu quero realmente falar é a respeito de um fenômeno muito comum nos dias atuais e que estamos deixando de lado devido ao fato de que ou está se banalizando ou por desleixo e egoísmo nosso por estarmos sempre pensando em nós mesmos e só olhar mos para o lado para percebermos a desgraça alheia, mesmo as das crianças. estou me referindo a erotização das musicas dos dias atuais e em como os pais lidam com o interesse dos jovens nesses tipos de música e em suas coreografias. 
    O sexo é sem dúvida algo presente em nossa cultura e cotidiano, estamos a séculos tentando escondê-lo, varrê-lo para debaixo do tapete, ocultar uma prática comum e necessária para todas as espécies do mundo, mas que para os seres humanos acabou por adquirir uma conotação e um significado ainda mais peculiar, tendo em vista que o ato sexual, para os humanos, para além da questão da reprodução, da perpetuação da espécie, também possui a função de nos proporcionar prazer, satisfação em estar com um parceiro, dentre outras razões das mais diversas. O sexo é sem duvida algo fundamental nos relacionamentos, por mais que se tente negar, no caso dos mais puritanos, cedo ou tarde se fará sexo em um relacionamento a dois( ou mais). Há também as outras modalidades de sexo que são diferentes da tradicional, onde há penetração, afinal ao meu ver a própria preliminar por si só, é um ato sexual, mas que pode ou não se completar. Não vou mais me demorar em descrever algo que todos já conhecem e têm seu próprio entendimento a cerca disto, quero apenas enfatizar que o sexo é algo comum a todos, cedo ou tarde se fará sexo(salvo raras exceções), porém, acredito que tudo deve ocorrer a seu tempo, que nossas vidas são divididas em várias etapas que são importantes para o nosso amadurecimento, seja físico ou mental, logo, tudo deve acontecer no momento adequado. Mas quando é esse momento? Eu não sei! A idade, esse método de medir a maturidade das pessoas através dos anos que ele vive, é um dos procedimentos mais comuns para se saber se é o momento para se fazer certas coisas. dentre esses momentos está o do ato sexual, não creio que o ato em si deve ser feito por um individuo com uma idade muito baixa, até pela questão física de seus corpos não estarem preparados para tal ato, ou pelo aspecto psicológico, a maturidade de se entender a complexidade das conseqüências de se iniciar uma vida sexual quando se deveria estar preocupado com outras coisas, como brincar, conhecer pessoas, aprender sobre outras coisas. 

    Mas temos essas músicas extremamente erótizadas, mais ainda, sexualizadas. E elas estão presentes em nosso cotidiano, cada uma com sua coreografia mais que sugestiva e o que me deixa contrariado é em como alguns adultos acham lindo suas filhas e filhos dançando ao som de uma música que o faz sumular freqüentemente o ato sexual. Não sou santo, não sou contra o sexo, amo o sexo(!!!), mas sou contra crianças dançando o sexo, estimulando uma sexualidade que deveria desenvolver-se mais lentamente. E eles crescem e começam a freqüentar as festas onde se tocam essas músicas, a conquista e o relacionamento é algo presente nesses locais, a naturalização da copula nas canções os faz pensar que todo relacionamento deve terminar em sexo, mas meio que na mesma hora, você conhece uma garota ou rapaz e apos algumas horas estão transando. Quando disse que esses jovens crescem, não estou falando de idade, conheço crianças de 12 ou 13 anos que são maiores que eu(na altura, infelizmente), tem seus corpos desenvolvidos, mas suas mentes ainda em formação, suas opiniões, seus posicionamentos a cerca dos inúmeros aspectos sociais e culturais que os cercam, ou seja, imaturos. E enquanto eles rebolam suas bundas ao som de letras que não quero digitar (pelo fato de achar desnecessário, já que provavelmente você deve estar ouvindo agora ou ouviu em algum momento do seu dia), alguns pais idiotas ficam maravilhados com o talento que suas filhas tem para serem levianas e seus filhos tem para serem cafajestes! mais volto a dizer que não sou contra o sexo, mas odeio a idéia de ter um filho ou filha minha envolvido em uma série de relações que podem gerar um gravidez indesejada, e se sou relutante em ter meus próprios filhos quem dirá os filhos dos meus!

    Bem, fica registrado!